-
-
-
-

ENTREVISTA DE FERNANDO MORAIS
COM O PRESIDENTE LULA
Lula: “Minha candidata é a Dilma.”

Tinha sido uma quinta-feira de trabalho puxado. No auge
da crise dos mercados norte-americanos e europeus o presidente
Luís Inácio Lula da Silva começara o dia com uma audiência
com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidira
durante três horas uma reunião plenária do CDES – Conselho
de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado “conselhão”–,
reunira-se com a bancada de parlamentares do Rio
Grande do Sul, recebera as credenciais de três novos embaixadores
e tivera audiências com o ex-presidente José Sarney
e com o ministro da Cultura, Juca Ferreira. À noite ele embarcaria
para Foz do Iguaçu, no Paraná, para mais uma reunião
internacional. Antes disto, no final da tarde, ao receber o
escritor Fernando Morais para uma entrevista exclusiva para
Nosso Caminho, Lula parecia recém-saído do banho. De terno
de casimira bege, camisa engomada e gravata de seda ele
falou durante uma hora. Falou da nova América Latina, de
Barack Obama, apontou o dedo para o “cassino dos mercados”
como o responsável pela crise e deu a Nosso Caminho um furo
nacional: pela primeira vez o presidente afirmou, com todas as
letras, que seu candidato à presidência da República em 2010
é a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

--
---

NOTÍCIAS SOBRE A AMAZÔNIA
Marina Silva


Há notícias más e boas sobre a Amazônia. O desmatamento,
em declínio por três anos consecutivos, voltou a
subir no final de 2007. Persiste a visão equivocada de que
desenvolver a região é destruir ativos ambientais, como
ocorreu nas demais regiões. E, infelizmente, esse equívoco
ainda consegue se viabilizar. Produz e participa do
mercado, graças à conivência ou falta de perspectiva estratégica
de segmentos de instituições e da sociedade.
As boas notícias são, basicamente, duas: o aumento da
massa crítica consciente de que essa trajetória leva ao desastre
não só ambiental, mas econômico e social; e a conquista
de condições e instrumentos para demarcar o ponto
de inflexão estrutural para um decisivo desvio de rota.

 
 
TODA A INICIATIVA QUE VISA DIFUNDIR A LEITURA
NAS CIDADEZINHAS DO INTERIOR DO PAÍS É LOUVAVEL

http://www.cavaleirosdacultura.com.br/

Carlos Oscar Niemeyer e um grupo de amigos – todos a integrarem
a Associação de Cavaleiros da Cultura – há muito
vêm realizando cavalgadas pelo interior do País. Ocorrialhes
a idéia de uma viagem maior, a que se poderia atribuir
um outro significado cultural. Tal idéia veio a concretizar-se:
Carlos Oscar e os seus companheiros promoveram uma cavalgada
que se estendeu, num percurso de 813 km, até Barretos
(SP), distribuindo livros pelos diversos municípios por que
passaram, e contribuindo assim para ampliar o interesse pela
leitura, uma das principais preocupações do governo atual.
E essa modesta colaboração conferiu à cavalgada um sentido
diferente, pois mais de 12.000 livros foram doados a
bibliotecas e escolas municipais.

 
-
-